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Edição Digital

O nome diz quase tudo. O cantinho dos fotógrafos.

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Edição Digital

Mensagempor Insano » sexta nov 23, 2007 00:33

Numa das votações lembro-me de ver algum "hostilidade" para com a edição digital.

Photoshop e afins, Amigos ou Inimigos?

E já agora, que software de edição usam?

Para coisas simples (por exemplo, fotos das cachadas) uso o Lightroom, quando quero ir mais além, vou ao CS3.

Já agora, em traços gerais, considero o Photoshop o sucessor dos laboratórios, comandos como o Dodge e o Burn, são técnicas utilizadas há decadas, por isso faz-me alguma espécie quando dizem que fotos tratadas no PS não são fotografia e depois são capazes de admirar clássicos que foram trabalhos na câmara escura.
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Mensagempor lumacafi » sexta nov 23, 2007 03:33

Pessoalmente uso o CS2.

Pouco faço com ele que não seja crop e ajustar um pouco a luminosidade de certas fotos, em especial das nocturnas.
Já que não invisto numa máquina a sério, vou resolvendo as deficiências da mesma via software.

Já agora insano agora qual é o teu user no flickr?
<img src="http://img222.imageshack.us/img222/1843/userbar540904dy5.gif" border="0">
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Mensagempor MightyReek » sexta nov 23, 2007 08:26

Eu uso o Microsoft Photo Editor. Só para mudar os tamanhos das fotos...
E o Paint para outras alterações...
Até tenho o Photoshop mas até abrir uma imagem é complicado, por isso perfiro não inventar muito...
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Mensagempor Bringer » sexta nov 23, 2007 09:41

Gosto de utilizar o Paint Shop Pro 9, pois permite bastante controlo sobre as variáveis. Experimentei versões mais actualizadas deste software e também o Photoshop, mas pareceu-me que não dava para controlar alguns aspectos.
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Mensagempor olivenj » sexta nov 23, 2007 09:51

Olá!

Não tenho participado muito no forum, mas já que se aliam dois dos meus hobbies favoritos (geocaching e fotografia), cá vai!

Para "gestão" e visualização das imagens uso o Picasa e normalmente com optimização automática da imagem ("I'm feeling lucky").

Como o Picasa não escreve as alterações directamente no ficheiro original, quando quero trabalhar uma foto um pouco mais faço-o sobre o original e com o GIMP, que me parece excelente e é gratuito.

Outra coisa que costumo fazer quando transfiro as fotos do cartão é editar a informação exif no ficheiro com a orientação da foto, nome do autor :roll: e, quando tenho a track gravada, coordenadas GPS. Comecei por fazer isso com um script sobre excel e o exiv2, mas estou agora a explorar o gpicsinc que me parece interessante.

Sobre a questão do "amigos ou inimigos", estes programas dão para fazer muita coisa! Algumas operações são, como diz o Insano, a versão digital das operações correntes de camara escura de qualquer fotógrafo amador e portanto acho que são tão legítimas como ignorar as leituras da máquina e escolher a velocidade/abertura/sensibilidade a olho para forçar um ou outro efeito :wink: Quanto a fotomontagens, não tenho nada contra (excepto que não tenho muita pachorra para as fazer) desde que, se forem suficientemente boas para não perceber que são montagens, o autor nos dê uma dica :twisted:

Cumprimentos,
Nuno.
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Mensagempor MAntunes » sexta nov 23, 2007 10:01

Nessa discussão referida acima, foi estabelecido (penso eu) de que as fotos submetidas a concurso seriam as mesmas postadas nos logs, excepto a questão do tamanho (redimensionadas para os logs e no seu maior tamanho/qualidade para o concurso). Assim, se uma foto fôr abonitada para o log não hà problema em ser submetida assim no concurso.

(A questão não era bem esta mas convém dissipar alguma dúvida que possa voltar. )

Quanto software de edição eu uso um muito simples, o Picasa - crop, ajuste o tamanho das fotos em batch (faz melhor trabalho que o gc.com e depois o upload é muito mais rápido), endireitar a linha de horizonte (maldita BOMBA...), equilíbrio de cores...

Não tenho nem penso adquirir software de edição profissional - prefiro investir no momento do disparo - mas não me choca que outros o façam e é como o Insano diz; fotos processadas em laboratório = fotos editadas por software.
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Mensagempor Jesus » sexta nov 23, 2007 10:07

Para mim a edição digital está para a fotografia,
como a cirurgia estética está para a mulher,

Há que goste, e que não goste! :wink:

Na minha opinião o que está perfeito não precisa de retoques, para além disso, no que toca a fotografia, considero que ao editar uma foto, se descaracteriza a real envolvente do momento e do local onde foi tirada, bem como as imperfeições do fotógrafo.

Por outro lado, essas ferramentas existem e estão disponíveis no mercado, e tratando-se de uma questão de "boa imagem" e aparencias, use-se. :)
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Mensagempor vsergio » sexta nov 23, 2007 10:22

Eu considero o trabalho de Edição de Imagem Digital completamente natural. Não é estar a estragar a foto. É estar a melhorá-la.
No entanto eu não faço nada disso. Para além de crops, resizes e melhoramentos automáticos de cor, luminosidade e contraste, não tenho jeito nem paciência para mais nada.
Vai daí e uso o Picasa ou Gimp pois não tenho dinheiro para comprar essas coisas que voces usam de Creative Suites e o catano!
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Mensagempor olivenj » sexta nov 23, 2007 10:27

Jesus, concordo que alguns "retoques" servem para corrigir imperfeições do fotógrafo, mas nem todos! Alguns servem para corrigir limitações da máquina, seja porque o algoritmo de balanço de brancos se baralhou, seja porque a gama dinâmica do sensor não chega para captar todo o detalhe das zonas escuras e das zonas claras seja por outra razão qualquer...

Neste caso, se eu sei que aquilo que eu estou a ver e o ambiente que estou a tentar captar é tecnicamente impossível de registar em uma foto com a máquina que tenho no momento, não será razoável ajustar a máquina para tirar um conjunto de fotos trabalháveis num programa de edição de imagem?

No fundo, em alguns casos, a diferença é entre aceitar as decisões e o motor de processamento de imagem da máquina ou compreender as suas limitações e substitui-lo sempre que necessário por um processamento manual posterior...

Claro que estou a falar de ajustes quase globais e não de reenquadramentos, mas mesmo em relação a estes... supondo que estou no meio de nada à noite com uma paisagem soberba ao longe e sem tripé :( Qual a hipótese que devo escolher:

a) Suster a respiração, segurar bem a máquina e tirar a foto "o melhor que se consegue" - fica tudo tremido mas o horizonte está bem... horizontal :wink:

b) Pousar a máquina em cima da única pedra disponível, tirar uma foto perfeitamente estável mas com a linha do horizonte a 45º e depois rodar a imagem no PC?

Cumprimentos,
Nuno.
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Mensagempor rifkind » sexta nov 23, 2007 10:50

Catalogação: Imatch

Edição rápida: Irfanview

Edição mais avançada: Gimp

Composição HDR: Mediachance Dynamic Photo-HDR

Não gosto de fazer edições no que respeita a montagem de cenas. No entanto, apago ocasionalmente alguns elementos que possam causar distracções, como fios eléctricos.

No que respeita à manipulação de cores e composição HDR, não se trata de adulterar a cena que se fotografou, mas sim de a recuperar.

As máquinas fotográficas são limitadas. Uma limitação trivial, é a gama da objectiva. A maior parte das compactas actualmente começa nos 35mm, o que é quase o equivalente a fotografar através do buraco de uma fechadura, quando estamos habituadas a uma grande angular de 28mm. Por outro lado, quando olhamos para o cenário, focamos com alguma facilidade algum detalhe, que depois se perde na composição final, devido à insuficiência do zoom. Tipicamente, um Zoom de 10x chega para cobrir a nossa percepção visual. Um "crop" também costuma funcionar, se a resolução da imagem fôr suficiente.
Outra limitação nada trivial é a gama de luminosidade que a máquina consegue apanhar. Isto é, numa situação em que metade da cena está à sombra e metade está ao sol, o fotógrafo vai ter de optar entre apanhar uma zona negra (a sombra) ou uma zona branca (a que está ao sol), perdendo detalhes numa delas. No entanto, quando estamos lá, conseguimos ver ambas as zonas, com detalhe.
Aqui entra o HDR e o bracketing de exposição (uma sequência de fotos com exposição normal, sub-exposta para o sol e sobre-exposta para a sombra), sendo a foto final uma combinação das 3, muito mais próxima da foto que vimos, no local.

Qualquer máquina digital representa um ou mais compromissos. Uma SLR implica peso, volume e bastante dinheiro (para a tal gama de zoom de 10x, por exemplo). Na questão de gama dinâmica, a Fujifilm FinePix S5 Pro é uma das melhores opções, por exemplo. Na questão de Zoom, as novas SuperZoom 18x são imbatíveis na relação flexibilidade/peso.
E são radicalmente diferentes.

Depois há ainda as questões de ruído, tratadas na máquina ou no computador, exposições longas (não disponíveis em todas as máquinas), modos manuais. Há até máquinas que fornecem funcionalidades de edição bastante avançadas, com compensação de luz em zonas escuras (não, não é o flash), crop, P&B, redução de olhos vermelhos, modos de côr, correcção de perspectiva, etc. O pós-processamento não é necessariamente limitado ao computador.

Optar por uma máquina, mesmo descurando o orçamento, é uma questão de compromissos. O pós-processamento permite compensar alguns desses compromissos, à custa de mais um: o tempo passado no teclado. 8)

Bom, esta é a minha opinião.
Xau!
Nuno
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Mensagempor vsergio » sexta nov 23, 2007 10:52

olivenj Escreveu: :( Qual a hipótese que devo escolher:

a) Suster a respiração, segurar bem a máquina e tirar a foto "o melhor que se consegue" - fica tudo tremido mas o horizonte está bem... horizontal :wink:

b) Pousar a máquina em cima da única pedra disponível, tirar uma foto perfeitamente estável mas com a linha do horizonte a 45º e depois rodar a imagem no PC?

Cumprimentos,
Nuno.


Conforme... Antes ou depois de ter encontrado a cache?
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Mensagempor olivenj » sexta nov 23, 2007 11:07

Lá está! Se optarmos pela b), os 20 segundos em que o obturador fica aberto dão perfeitamente para encontrar a cache :lol:
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Mensagempor vsergio » sexta nov 23, 2007 11:45

:lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: :lol:
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Mensagempor Bringer » sexta nov 23, 2007 11:46

Era para dizer exactamente o que o Rifkind e o Olivenj acabaram de explicar. Pelos vistos adiantaram-se :)

Ao inicio também era purista e contra a manipulação digital da imagem, mas depois compreendi que todas as máquinas fotográficas (especialmente as digitais) têm as suas limitações na captação da realidade. Umas mais do que outras.

É praticamente impossível fotografar um motivo tal como o vemos naturalmente. Penso que a manipulação digital de uma imagem, desde que dentro de alguns limites, serve não para adulterar uma foto, mas sim para dar uma aproximação da mesma à realidade percepcionada por quem a tirou.

Penso que a composição da foto deve ser o melhor trabalhada possível aquando a execução da mesma, mas em relação a certas variáveis mencionadas pelo Rifkind é extremamente difícil, senão quase impossível, fazer com que fiquem dentro dos valores ideais aquando se tira a foto.
Por exemplo, quando existem luzes altas com sombras duras (como é o caso do interior de um bosque num dia de sol), é preferível arranjar um compromisso de exposição entre as duas (luz ligeiramente sobreexposta e sombra ligeiramente subexposta) de modo a que se perca o mínimo de detalhe nas duas áreas. Assim, pode-se ajustar a exposição posteriormente num programa de edição de imagem, recuperando os detalhes da mesma. Ou então faz-se bracketing, tal como o Nuno referiu, e combinam-se as imagens resultantes.
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